Mostrando postagens com marcador Li Bai. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Li Bai. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de setembro de 2014






Você está de pé numa ponte gozando a vista:
Alguém o observa de uma sacada,
A lua enfeita sua janela
Você enfeita o sonho de alguém

Li Bai






Um homem me perguntou
       porque eu vivia
nestas verdes colinas,.
      Sem responder, eu sorri,
com o coração sereno:
      flores de pessegueiro
na água corrente:
      tudo vai embora e se apaga.
Aqui é outra, a terra.
      e outro, o céu.
Nada em comum
      com o mundo dos humanos
lá embaixo.

Li Bai

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013



Diante de minha janela,
     o brilho do luar.
Ou é a geada
     cintilando no chão?
Ergo a cabeça
     e contemplo a lua.
Baixo a cabeça,
     saudades de minha terra natal!


Li Bai

O pescador



A terra bebeu a neve
E,de novo,desabrocham
As flores de pessegueiro.
O lago é prata derretida
E são ouro recente
As folhas do salgueiro.
Sobre as flores,
Borboletas empoadas
Descansam suas cabeças de veludo.
Quebra-se a superfície do lago
Quando,do barco parado,
O pescador lança as redes.
Seu pensamento está com a mulher amada.
Ele regressa ao lar,
Tal como a andorinha
Leva comida ao seu par.


Li Bai

O templo na montanha




Passo a noite
no Templo da Montanha.
Se estender a mão,
posso tocar as estrelas,
mas falar não ouso:
tenho medo de incomodar
os que moram no céu.

Li Bai

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Escutando uma flauta em Luoyang



Quem faz soar essa flauta,
tocando em algum lugar,
e espalhando essa melodia
que a brisa da primavera
leva até o povoado de Luo?
Quem, nesta noite,
ouvindo essa canção antiga,
percorrendo os galhos do salgueiro
deixaria de pensar 
no seu país natal?

Li Bai

Beldade no caminho




O cavalo
empertigado
marcha sobre as flores
caídas.
Meu relho no ar
roça as nuvens.
Bela, a menina
que abre a cortina de pérolas
aponta, ao longe.
com um sorriso,
a casa vermelha:
"É lá que eu moro".

Li Bai

terça-feira, 24 de julho de 2012

A ermida dos bambus




sentar-se ao oco só entre os bambus
assobiando ao toque do alaúde
na densa oca ao bosque desterrar-se
então a lua é vinda: iluminar



Li Bai

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Poema



Sou um pessegueiro
Florescendo no fundo de um poço.
Olho para quê?,sorrio para quem?
És a Lua reluzindo no céu
Breve foi o tempo debruçada sobre mim,
Logo o afastamento, para sempre.
A espada da mais fina lâmina
Não pode cortar em duas as águas do mesmo rio.
Meu pensamento,como a água,
Corre e te segue sempre.

Li Bai

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Inspiração ausente


















A brisa e o luar de Outono,
As folhas caídas dispersas pelo vento,
O corvo emplumado voando sem descanso.
Penso em ti,anseio o feliz reencontro,
E não sei,esta noite,
Transmutar em verso o meu sentir.

Li Bai,
in Poemas de Li Bai